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O OLHO HUMANO

O olho é um órgão do nosso corpo extremamente complexo. Com a ajuda dele podemos focalizar um objeto, controlar a luminosidade e reproduzir uma imagem nítida desse objeto.

Sob esse aspecto o olho humano pode ser comparado a uma câmara fotográfica. No entanto, os mecanismos que permitem ao olho efetuar um sem número de operações, como por exemplo, o controle da luminosidade, são extremamente complexos.


Partes do Olho Humano

Na figura ao lado apresentamos as partes essenciais do olho.

A parte da frente do olho é recoberta por uma membrana transparente denominada córnea.

Atrás da córnea está um líquido, também transparente, ocupando uma pequena região na parte da frente do olho. Este meio é denominado de humor aquoso.

Ainda na frente se situa a íris. A íris funciona como o diafragma de uma máquina fotográfica. Ela tem um diâmetro variável permitindo controlar a quantidade de luz que entra. As pálpebras permitem também controlar a entrada de luz. No centro da íris está a pupila do olho.

O cristalino é a lente (biconvexa) do olho. A lente do cristalino é uma estrutura elástica e transparente.

O humor vítreo é um meio transparente que ocupa a maior parte do olho e é constituído de um material gelatinoso e claro.


A Cónea

É a parte saliente e anterior do globo ocular, protuberante e visível. É totalmente transparente e, juntamente com a esclerótica, forma o envoltório externo do globo ocular.

Tem uma curvatura acentuada (cerca de +44,00 dioptrias, em média), sua espessura central é de 0,6mm. e a espessura periférica é de 1,3mm., seu diâmetro médio é de 12mm., podendo variar de 11mm. a 12,5mm.

A curvatura da córnea não é esférica. A grande maioria das córneas tem uma superfície tórica, ou seja, na direção vertical tem uma curvatura ligeiramente mais acentuada do que na direção horizontal.

Estas diferenças de curvatura podem estar situadas em diversas direções, originando-se daí a maior parte dos astigmatismos.

Por outro lado, esta curvatura vai se aplanando, à medida que se afasta da zona óptica central (com 6mm. de diâmetro) tendo a córnea portanto uma superfície asférica.

Por esta razão as lentes de contato mantêm-se centradas na córnea.


A córnea cobre ligeiramente a íris e a pupila, por onde a luz passa. Esta parte do olho tem a forma aproximada de uma lente negativa e seu raio interno é ligeiramente menor do que o raio externo. Sua espessura central é muito pequena. Tem ela 0,6mm., mas ela possui 6 camadas que são: Epitélio (a camada externa), Bowman (a meio externa), Estroma (a do meio), Descemet (a meio interna), Endotélio (a camada interna) e sua zona óptica central, opticamente pura, tem 6mm. de diâmetro, sendo daí para maior, composta de aberrações.

É, portanto a córnea um elemento de suma importância no sistema dióptrico do aparelho visual, pois com sua curva acentuada, é o principal meio que faz com que os raios paralelos, que vem do infinito, se convirjam e cheguem juntos à fóvea central.



A Íris


É o colorido do olho. Trata-se de uma membrana de forma circular, com 12mm. de diâmetro com uma abertura circular, no centro, chamada de pupila, cujo diâmetro médio, em ambiente interno é de 4,4mm.

A pupila tem uma aparência preta, mas é totalmente transparente e todas as imagens que vemos passam através dela.

A íris fica localizada entre a córnea e o cristalino. Ela funciona como se fora uma espécie de diafragma de máquina fotográfica.

Quando exposta a muita luminosidade, diminui sua abertura central, e ao contrário, quando exposta a pouca luminosidade, dilata-se, aumentando o tamanho da pupila.

Sua função é controlar a entrada de luz no olho e tem papel preponderante na acuidade visual.


O Cristalino

O Cristalino é formado por camadas concêntricas de células fibrosas, e é sustentado pelos músculos ciliares.

Ele contém de 60 a 70% de água, cerca de 6% de gordura e mais proteínas do que qualquer outro tecido no olho.

O cristalino é colorido por uma pigmentação levemente amarelada.

O Cristalino absorve aproximadamente 8% da luz visível com absorção relativamente maior nos comprimentos de onda mais curtos.

Quando falamos em catarata, estamos falando de um processo que acontece no cristalino, o qual, devido a incidência de U.V., vai tornando-se mais pigmentado para proteger a retina, impedindo assim a luz de atravessá-lo, e com isso a visão se torna cada vez mais opaca, gerando assim a necessidade da cirurgia de catarata, para retira-lo e substituí-lo por uma lente artificial.

Usando os músculos ciliares e as zômulas ciliares, o sistema óptico produz alteração no formato do cristalino, mudando o poder dióptrico do olho, promovendo assim o zoom necessário para a visão nas zonas intermediárias e de perto.

Perto dos quarenta anos, o cristalino inicia um processo de perda dessa elasticidade, que torna a visão de perto desfocada ou borrada e que vai intensificando com os anos.

Esse processo é chamado de presbiopia (vista cansada), podendo ser solucionado com o uso de óculos, lente de contato ou ainda através de cirurgia, pela troca do cristalino por lente artificial especial.


A Retina
Retina é uma parte do olho responsável pela formação de imagens, ou seja, pelo sentido da visão. É como uma tela onde se projetam as imagens (a imagem formada na retina também é invertida, como na máquina fotográfica). Essas imagens enviadas para o cérebro através de impulsos elétricos através do nervo óptico.

100% de proteção contra os raios ultravioleta;

Absorvem os reflexos que interferem na perfeita visibilidade;

Suavizam a intensidade da luz emitida pela tela do computador ou da TV.

Em cada retina há cerca de 100 milhões de fotorreceptores (cones e bastonetes) que libertam moléculas neurotransmissoras a uma taxa que é máxima na escuridão e diminui, de um modo proporcional (logarítmico), com o aumento da intensidade luminosa. Esse sinal é transmitido depois à cadeia de células bipolares e células ganglionares.

Existem cerca de 1 milhão de células ganglionares e são os seus axônios (O axônio é uma parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos que partem do corpo celular, até outro local mais distante.) que constituem o nervo óptico.

Há, portanto, cerca de 100 fotorreceptores por cada célula ganglionar; no entanto, cada célula ganglionar recebe sinais que provêm de um campo receptivo na retina, aproximadamente circular, que abrange milhares de fotorreceptores.

A pupila do olho é preta, mas fica avermelhada em fotos tiradas com flash. O olho humano é como uma câmara escura com um orifício, a pupila. Como, normalmente, a luminosidade é maior fora do que dentro do olho, nós enxergamos a pupila preta. Entretanto, o fundo do olho, a retina, é intensamente irrigado por vasos sanguíneos, o que lhe dá uma cor vermelha alaranjada. Por isso quando uma luz intensa, como o flash de fotografia, entra no olho, a cor vermelha é preferencialmente refletida. Isso deixa a pupila avermelhada nas fotografias.


A Mácula e a Fóvea
Ligeiramente para o lado temporal, no centro da retina, temos uma região denominada mácula, que apresenta uma área inferior a 1 mm2.

Na região central da mácula destaca-se uma região ocupada só por cones, a Fóvea.

É na Fóvea onde há o encontro focal dos raios paralelos que penetram no olho.

 

Os milhares de cones localizados na Fóvea apresentam uma estrutura especial, que auxilia no registro de imagens. Sua estrutura com corpo delgado, diferentemente dos restantes dos cones, que são maiores e localizado na periferia da retina. A região da fóvea humana tem uma área de aproximadamente 0,13 mm2 e 160 mil células fotorreceptoras por milímetro quadrado. Como se nota é bem pequena.


A fóvea é de suma importância para a visão, pois a acuidade visual, nela obtida, e de 10/10 ou 20/20 (um inteiro), ou 100%, ou seja, a visão normal de uma pessoa emétrope. Fora da fóvea a acuidade visual vai gradativamente perdendo a eficiência, à medida que a concentração de cones vai reduzindo. Devido a essa redução da qualidade da imagem fora da fóvea, temos então a visão periférica, sem muitos detalhes.

Basicamente a fóvea é composta de três tipos de cones: um para a cor verde, outro para a amarela e um terceiro para a vermelha.

O ser humano tem um pequeno ponto cego no olho. Fica localizado no fundo da retina. Está situado ao lado da fóvea e é o ponto que liga a retina ao nervo óptico, os vasos sanguíneos da retina também emergem nesse lugar. Estranhamente é desprovido de visão, pois no ponto cego não há cones nem bastonetes.


Os Cones e Bastonetes

Os bastonetes permitem a visão para intensidades luminosas muito pequenas (noite, crepúsculo), porém recebem apenas impressão de luminosidade e nenhuma impressão cromática.


Os objetos coloridos aparecem sem cor no escuro. Os bastonetes contêm uma substância sensível à luz, a púrpura ocular, que se decompõe pela ação da luz, mas se regenera no escuro. Já os cones permitem a impressão colorida em claridades média e grande (visão diurna). Seu limite sensível é aproximadamente 1000 vezes mais alto que o dos bastonetes.

Existem três tipos de cones diferentes. Na retina, a interação desses sistemas de cones é responsável pela percepção das cores. Cada tipo de cone é sensível basicamente a uma parte do espectro visível. Um tipo de cone é sensível ao azul e violeta, o outro ao verde e o terceiro ao amarelo.

Uma das teorias para explicar a sensação das cores no ser humano sustenta que qualquer cor é determinada pela frequência relativa dos impulsos que chegam ao cérebro provenientes de cada um desses três sistemas de cones, ou seja, a luz é percebida no cérebro num processo de adição de cores.

Quando um grupo de cones receptivos a uma dada cor está em falta na retina (usualmente por uma deficiência genética) o indivíduo é incapaz de distinguir algumas cores.

O indivíduo com essa deficiência é daltônico. São eles também os responsáveis pela adaptação da visão no escuro.

A transição da visão diurna - baseada nos cones - para a visão noturna - baseada nos bastonetes - não é instantânea. Tal fenômeno é denominado adaptação no escuro e depende de diversos fatores, entre eles: dilatação das pupilas, regeneração da rodopsina e ajuste funcional da retina, de forma que os bastonetes estejam mais disponíveis para as células ganglionares, uma vez que os bastonetes não são encontrados na fóvea, mas apenas na retina periférica.


O Nervo Óptico

O nervo óptico é o responsável pelo transporte da informação visual do olho para o cérebro.

Ele está localizado bem no fundo do olho na parte central do lado do nariz.

Este nervo é constituído por cerca de 1 milhão de pequenos segmentos individuais, como as fibras nervosas que vêm da retina. As fibras dobram cerca de 90 graus quando saem da retina e entram na frente do nervo óptico (na parte conhecida como a cabeça do nervo óptico).

O nervo óptico é extenso e de espessura finíssima. Atravessa todo o percurso que vai da retina até o córtex cerebral (centro de descodificação de imagem) que se situa na parte detrás do cérebro passando por regiões inacessíveis deste órgão.

Curiosidades

O fato de termos dois olhos faz com que duas imagens simultâneas cheguem ao cérebro, esse, por sua vês, usa, como base da formação da imagem apenas um dos olhos, e o outro é colocado a segundo plano, e sua imagem é usada basicamente para dar noção de profundidade.

O olho usado como base para a visão é chamado de olho dominante, normalmente é o olho direito, mas quando a pessoa é canhota ou tem um problema de visão maior no olho direito o cérebro acaba por escolher o esquerdo como olho dominante.




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