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SURFAÇAGEM
I - Procedimentos
Após a recepção do pedido (via telefone, fax, msn, Opticlick, malote ou mesmo no balcão) ele é encaminhado para o setor de estoque, onde são selecionadas as lentes, ou blocos, de acordo com o pedido, considerando já a curva base ideal para a dioptria descrita, levando em conta a curvatura da armação.

Acondicionada na "caixa de produção", o pedido agora acompanhado das lentes é encaminhado para os vários setores do laboratório, e, no caso dos blocos ou das lentes semiacabadas, são direcionados para a surfaçagem.
1º Passo – Cálculo:
O laboratório têm suas principais máquinas interligadas por um sistema de cálculo, onde cada pedido pode ser acessado através da interface dessas máquinas, e a inclusão do pedido é feito no setor de cálculo. São tarefas desse setor:

1.Digitar todas as informações do Pedido.
2.Checar se a lente escolhida está conforme as especificações técnicas do fabricante para as dioptrias do pedido.
3.Verificar a viabilidade do bloco em relação à armação e dados do usuário (DNP e altura).
4.Definir a espessura final das bordas e do centro de cada lente.
5.Definir com qual diâmetro será trabalhada a lente.
6.Definir se haverá descentração e/ou prisma.


2º Passo – Inpeção:
Avaliação da estrutura física da lente em busca de alguma imperfeição (furos, riscos, ondulações, produtos em embalagem trocada, marcações fora do padrão, bases e adição).

3º Passo – Adesivagem:
Na face externa da lente, que já vem acabada de fábrica, ou já foi trabalhada aqui mesmo no laboratório, em se tratando de bloco, é colocada uma fita adesiva especial, de alta aderência, para protegê-la durante o processo de acabamento do lado interno.

4º Passo – Blocagem:
Para que a lente possa ser desbastada no gerador de curva ela precisa ter um suporte de metal (porta-bloco ou queijinha), o ato de fixar o porta-bloco chama-se blocagem. O porta-bloco é fixado na superfície adesivada da lente, usando para isso uma cera especial aquecida.

Isso é feito com o auxilio de uma máquina chamada “Blocadeira”, interligado ao sistema de calculo, onde são consideradas a centralização e a horizontalidade do bloco.

5º Passo – Resfriamento:
Como a blocagem é feita usando cera quente, é necessário aguardar um período para que haja um esfriamento dessa cera, o que atrasa o período de tempo do processo.

Para evitar esse atraso a lente blocada é depositada, com o porta-bloco voltado para baixo, sobre uma superfície de metal resfriada, onde o tempo de espera é reduzido de 40 para 5 minutos aproximadamente.

6º Passo – Surfaçagem:
Até esse ponto o formato da lente, ou bloco, ainda não foi alterado. Somente nesta etapa acontece a transformação do bloco em lente propriamente dita.

O Gerador de Curvas, de acordo com as informações do calculo, vai reduzir o diâmetro e gerar a curvatura interna, deixando a espessura de acordo com os valores pré-definidos. A descentração e o prisma da lente, quando houver, também serão geradas nesse momento. O tempo do desbaste é bastante variável, cujo fator principal é o material da lente.

A lente de policarbonato, pela sua dureza, é a que tem seu processo mais demorado no desbaste.

7º Passo – Surfaçagem:
O nome surfaçagem vem desse processo, que nada mais é que usando um molde, com a curvatura indicada, usando as “máquinas cilíndricas” fazer o processo de lixamento, onde gradativamente todas as marcas deixadas pelo gerador de curva são eliminadas, em uma sucessão de etapas com lixa cada vez mais fina.

A operação é realizada em uma máquina de elevada velocidade, em regime de baixa temperatura – na faixa entre 6ºC a 8ºC, para evitar o aquecimento e consequentemente deformação na superfície da lente.

Aqui acontece também um controle da espessura de bordas e de centro, tirando um pequeno excesso deixado pelo gerador de curva, esse controle é feito de maneira totalmente manual, com o “Especímetro” o técnico vai controlando o uso das lixas, regulando a pressão, velocidade e o tempo do processo. Normalmente são usadas 3 tipos de gramatura de lixa.

8º Passo – Polimento:
Em seguida, também usando as “máquinas cilíndricas”, a lixa é substituída por um feltro, a lente é passa por um polimento, adquirindo o seu brilho característico.

9º Passo – Desblocagem:
Depois de polida, a lente e separada do porta-bloco, juntamente com a fita adesiva.
A cera e reaproveitada, retornando para o reservatório na Maquina de Blocagem, e a lente passa por uma limpeza básica.

10º Passo – Conferência:

Nessa etapa a superfície trabalhada é inspecionada, em busca de alguma imperfeição e, com o auxilio do Lensómetro, são conferidas as dioptrias esféricas e cilíndricas da lente. Fechando assim o ciclo de Surfaçagem.


II - Recomendações
Quando estamos vendendo óculos um dos aspectos mais desejado pelos usuários são lentes mais finas, que podem melhorar tanto a estética como o conforto, através da redução do peso.

Obviamente a espessura da lente depende de vários fatores:


1 – Vendendo Lente mais Fina

1. A dioptria do receituário, tanto esférica quanto cilíndrica (quanto maior a dioptria, maior a espessura).

2. O índice do material. (quanto menor o índice, maior a espessura).

3 .A Asfericidade da lente. (O desenho asférico, nas lentes positivas, deixa a lente mais plana e mais fina).

4. O tipo de armação. (Aro fechado pode deixar mais fina a espessura de centro de uma lente positiva).

5. O tamanho e o formato do aro da armação (Quanto maior o aro, maior a espessura).

6. A DNP do usuário em relação ao aro (quanto mais descentralizada for a DNP, maior será a borda na dioptria negativa e maior a espessura de centro nas lentes positivas).

Depois de consideradas as opções na venda, o processo de surfaçagem pode também melhorar em algo a espessura da lente:

 


1 – Surfaçando Lente mais Fina
1. Surfaçando a lente negativa com a espessura de centro no limite mínimo recomendado.

2. Surfaçando a lente positiva com o diâmetro exato da armação (É necessário enviar a armação, ou informar algumas medidas para que isso seja feito.)

3. Em alta dioptria negativa pode-se fazer rebaixamento de borda.

4. Com o auxilio de prisma. (distribuindo de maneira mais uniforme as bordas nasal/temporal e/ou superior/inferior, otimizando assim a estética da lente. Mas, como o uso de prisma pode gerar desconforto para alguns usuários, dificultando assim a adaptação, para que essa otimização seja feita, o ótico tem que pedi-la, pois, conhecendo o seu cliente poderá definir se na surfaçagem a técnica ou a estética deverá ser priorizada).




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